Alimentos Yin e alimentos Yang

A_YIN&YANG

O Tao – o Yin e o Yang em perfeita harmonia – é o princípio de toda a Filosofia Macrobiótica e foi abordado por Lao Tsê, Buda, Song-Tsê e por tantos outros como a única via possível para a Felicidade. Este princípio está presente em tudo o que existe no Universo, seja visível ou invisível: No dia, na noite, no positivo, no negativo, no frio, no quente, no homem, na mulher, na contração, na expansão, no inverno, no verão. Em tudo, mesmo tudo. E, portanto, abrange também a alimentação. Não só os alimentos, mas também a forma de os cozinhar, o corte e até as combinações entre eles.

Partindo deste princípio, tudo o que existe, ou seja, tudo o que tem uma frente, tem, por oposição, e simultaneamente, um complemento. Isto é, tem também um dorso, um oposto.

Relativamente aos alimentos, os mais Yang, por exemplo, contraem os tecidos, fazem subir a temperatura corporal e, como tal, devem ser consumidos nas estações mais frias. Os que são mais Yin, produzem maior expansão corporal, tornando o corpo mais frio, e devem ser consumidos no Verão e/ou em climas mais quentes. O mais importante, é evitar os extremos e equilibrar Yang com Yin e vice versa.

Os alimentos mais equilibrados em termos energéticos são os Cereais Integrais, as Leguminosas, as Sementes, os Vegetais da época e as Algas. São, por isso mesmo, a base da Alimentação Macrobiótica. A seguir a estes – mas a pender para o Yin – temos as Saladas, as Frutas de clima temperado, as Oleaginosas, os Óleos Vegetais e as Bebidas não aromáticas. Os Peixes Brancos, Marisco, Sal Marinho e Pickles são medianamente Yang. Nos extremos Yin estão o Açúcar, Frutose, Mel, Café, Chás de Infusão, Álcool, Leite, Iogurtes, Natas, Frutos e Vegetais Tropicais, Especiarias e Ervas.

No extremo Yang estão as Carnes, Ovos, Queijos, Peixes Vermelhos e Azuis e o Sal Refinado. Ou seja, tudo o que deve ser evitado, pois é extremo e o que procuramos é o equilíbrio, a harmonia e não os extremos.

Assim sendo, devemos escolher alimentos diferentes da nossa condição. Isto é, a mulher tem tendência natural a ser mais Yin e o homem mais Yang. Idealmente, claro, hoje em dia, com todos os desequilíbrios cada vez mais acentuados, por vezes está tudo um pouco trocado, existindo homens mais femininos e mulheres com características – quer do foro interno, quer corporal – mais masculinas. Não obstante, podemos também estar mais Yang ou mais Yin, consoante o momento presente da nossa vida, alterando-se ao longo do tempo, como tudo, pois não há nada estanque ou permanente.

Em termos práticos, se estamos muito Yang, por exemplo, devemos moderar no consumo de Peixe, Marisco, Pickles e nem sequer pensar em tocar em Ovos ou Carnes. Isto para nos tentarmos equilibrar. Da mesma forma, se comemos por exemplo um prato de Peixe Branco, podemos conjugar com uma salada de vegetais da época.

As ementas também devem ser variadas em termos de cores, de sabores (ácido, amargo, doce, picante e salgado), de tempos de cozedura (crocante, macio), de tipos de corte. Isto para que sejam o mais equilibradas possível.

Sugiro dois bons livros para ler sobre o tema e que são o “Tudo o Que Comemos Conta” de Eugénia Varatojo e o “Macrobiótica Zen” de George Ohsawa (que consultei para confirmar algumas dúvidas que tinha, ao escrever este artigo e dos quais tirei grande parte da inspiração).

Por: Diana Baptista

Blog de Filosofia Macrobiótica

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