É tempo de castanhas

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Hoje que começa o mês de Novembro, mês do S. Martinho, vimos falar da castanha, esse fruto nobre e que tem tantas e tão boas qualidades nutricionais. A castanha nasce e cresce rodeada de uma fortaleza de espinhos. Na altura certa, o ouriço abre-se e liberta-as, vestidas com camisola de cor castanha escura e, por baixo, uma camisa interior tão justa, que se torna difícil separá-la do miolo antes de se cozinhar.

A castanha costumava ser um alimento muito consumido em Portugal. Pode dizer-se que, durante muitos séculos, ela reinou na alimentação dos portugueses, até que foi destronada pela batata que foi introduzida na Europa na época dos Descobrimentos.
As classes mais desfavorecidas utilizavam-na como acompanhamento ou para fazer farinha. Por esta razão é que o castanheiro era conhecido em algumas regiões como a árvore-do-pão. Na classe nobre, a castanha chegava à mesa em alturas de festa, preparada a rigor e a acompanhar pratos requintados e vistosos, nomeadamente, o peru de Natal.

Actualmente, a castanha está ligada a algumas tradições, como o S. Martinho, em que é presença obrigatória, cozida ou assada.
Do ponto de vista nutricional, a castanha, ao contrário dos outros frutos secos, é rica em hidratos de carbono complexos, sob a forma de amido e fibra, e contém pouca proteína e gordura, o que torna este um fruto à medida dos praticantes de exercício físico e atletas.

Por isso, tem menos calorias do que os outros frutos secos. De facto, 100g de castanhas apresentam cerca de 180Kcal, enquanto a mesma quantidade de amendoins ou amêndoas fornecem cerca de 570 e 620 Kcal, respectivamente. Por outro lado, cerca de 100 g de castanha fornecem, aproximadamente, um terço da dose diária recomendada de vitamina E, e um quarto da de vitamina B6. É ainda uma excelente fonte de minerais como o potássio e o magnésio.
A sua riqueza em fibra faz com que uma pequena porção de castanhas seja suficiente para satisfazer o apetite, com a vantagem dos seus açúcares serem de digestão lenta, evitando uma subida rápida de glicose no sangue. Uma chávena de castanhas satisfaz cerca de 40% das necessidades diárias deste alimento. Isto contribui para a função intestinal, tal como a fermentação do amido da castanha.

A castanha é um alimento útil em doenças renais, hepáticas e casos de gota. Sob a forma de puré, é bem tolerada por quem sofre de problemas digestivos.

São ideais para celíacos. Não contêm glúten e ainda por cima são ricas em vitaminas. As castanhas têm das maiores concentrações de substâncias com propriedades antioxidantes, anticancerígenas, anti-inflamatórias e cardioprotectoras.

Atendendo a que o consumidor actualmente se preocupa cada vez mais com os alimentos que consome, nomeadamente com a composição nutricional e com o efeito na saúde, a castanha é um fruto a eleger, não apenas pontualmente por tradição, mas como parte integrante de uma alimentação saudável. Para além de poder ser comida crua, a castanha é um fruto muito versátil. Assada, cozida ou em forma de puré, a castanha pode servir de acompanhamento em diversos pratos, pode ser utilizada na confecção de sopas e guisados e até na produção de pão, bolos e biscoitos. Há para todos os gostos.

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