O melhor do bodyboard agora online

Depois de 18 anos e de 109 edições em papel da Vert Mag, eis que chega a Portugal a primeira revista digital de Bodyboard. Criada e concebida pelo editor da única revista portuguesa de Bodyboard, a Vert Mag, António Fonseca decide dar este importante passo. Os flipbooks vieram para ficar com uma selecção de imagens bastante cuidada e arrojada, em versão bilingue (português e inglês). Após o lançamento de apenas duas edições da Vert em papel por falta de apoios, durante 2012, António Fonseca, como complemento, decidiu publicar três flipbooks online. O último “The Killer Issue by Vert” saíu esta semana, numa edição exclusiva que reúne artigos revistos e melhorados sobre África, Austrália, os irmãos Hubbard, El Fronton e uma incrível galeria de fotos do mundo.

António Fonseca, em entrevista, explica as suas motivações e revela-nos como vai ser o futuro:

Para quem não conhece, fala-nos um pouco do teu percurso até aqui.
Bem, comecei no mundo das revistas em 1991, com a revista Bodyboard Portugal que na altura pertencia à mesma empresa da Surf Portugal. Passado três anos resolvi sair e lançar o meu próprio título, a Vert, em conjunto com dois amigos, o Miguel Simões e o Pedro Crispim. A partir daí também já estive envolvido em publicações de skate e snowboard, mas a Vert (em todas as plataformas) sempre foi o foco central da minha actividade profissional. Porém, penso que tudo começou quando iniciei a prática, em 1985, o facto de competir, de ser patrocinado e de estar sempre em contacto com as marcas levaram-me ao lançamento de uma publicação especializada em bodyboard.

Há quanto tempo existe a revista?
O primeiro número da Vert foi lançado em novembro de 1994. Portanto, existimos há precisamente 18 anos… com 109 edições lançadas (em papel) até ao momento.

Como surgiu a ideia de uma revista online?
Há muito anos que já vínhamos a pensar em lançar revistas digitais, no formato flipbook, que é fácil e descomprometido. No entanto, o que gostamos mesmo de fazer são revistas impressas, pois há toda uma magia na elaboração da revista que supera em larga escala o mundo digital. A selecção de imagens super apertada, a luta na gráfica para que tudo corra bem na impressão e até os textos mais cuidados e pensados. O contra é a factura pesada do papel/impressão. Ora, como durante este ano só conseguimos lançar duas edições em papel, decidimos não baixar os braços e oferecer mais qualquer coisa adicional aos nossos leitores com o lançamento destes dois flipbooks. O último, “The Killer Issue by Vert”, é o nosso presente de Natal para todos os bodyboarders!

Como está a ser a aceitação?
Penso que está a ser positivo. No primeiro flipbook, lançado a 21 de novembro, já atingimos cerca de 20 mil visualizações. Nunca na vida vendemos tantas revistas numa edição. No entanto, tendo em conta que se tratam de edições de cariz global, feitas em inglês/português, pensadas para o Mundo e não apenas para Portugal, esperava que o número fosse bem superior. Com o tempo certamente que os números aumentarão…

Porquê online?
Simplesmente porque não apresenta o custo da impressão… e também porque sabemos que é aí que a comunidade se “reúne” todos os dias. E nós queremos estar junto da comunidade, de uma forma actual e dinâmica. A revista pode ter quase duas décadas de existência, mas não parámos no tempo! Estamos em constante evolução.

Aspectos positivos e menos bons?
O positivo, além de se eliminar a factura da gráfica que já mencionei, é também o facto de podermos disponibilizar o conteúdo de um dia para o outro. No papel, por vezes, temos que aguardar 10 dias até a revista sair para as bancas após a entrega na gráfica, o que é ligeiramente absurdo nos dias que correm. Penso que não existe um lado menos bom, pois trata-se de mais uma plataforma, muito actual, onde queremos, obviamente, estar presentes com a melhor imagem possível. No fundo, o site, a revista em papel e os flipbooks digitais acabam por se complementar entre si. São todos a marca Vert, mas apresentam conteúdos diferentes.

Chegas a um maior nº de pessoas com certeza. Estás satisfeito, era o que pretendias?
Não estou nada satisfeito. Penso que vinte mil hits é muito pouco tratando-se de online. Toda a gente anda na net hoje em dia, logo já deveríamos ir com mais visualizações. De qualquer forma, no outro dia estive a ver os números de alguns flipbooks já existentes e quase todos eles raramente chegam aos 10 mil. Dito isto, penso que até nem estamos muito mal…

E futuramente, como vai ser?
Temos em mente lançar mais flipbooks em 2013, sempre centrados no impacto visual já que em computador são muito poucas as pessoas que gostam de ler. Portanto, pequenos blocos de texto e fotos de forte nuance visual estão na ordem do dia. Em todo o caso para que isto suceda é preciso que existam alguns parceiros comerciais que nos apoiem, pois até ao momento o investimento tem sido quase todo nosso, embora, como se saiba, todos aproveitam o balanço…

A Vert também está presente nas redes sociais. Achas que actualmente é a melhor forma de comunicar com o teu target?
Sim, penso que é uma excelente forma. É aí que todos se encontram, logo é aí que nós também estamos!

Queres acrescentar alguma coisa?
Quero apenas agradecer a todos os leitores que nos têm apoiado ao longo dos tempos. Sem eles, na verdade, não estaríamos ainda aí a lançar a Vert Magazine. De resto, sejam generosos uns para os outros. Boas festas!

Entra e vê aqui a “The Killer Issue by Vert”.

Para mais notícias visita o site da Vert Mag

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